Sunday, August 5, 2012

Itália Parte 2: Roma - 14 e 15/2/2008 - FIM DE VIAGEM!!!


Reta final de nossa jornada, Roma. Pegamos o último trem da viagem, querendo que fosse o último trem de nossas vidas àquelas alturas do campeonato, porque chegamos à conclusão que mochilar pela Europa é isso mesmo, ou seja, usar MOCHILAS, e não malas-elefantes com mais de 30 kg, as quais tu tens que carregar para cima e para baixo e na maioria das vezes, não tem lugar para acondicionar no trem. O de Torino a Roma era o pior de todos que pegamos, caindo aos pedaços e meio sujo por dentro, mas como fomos duas das poucas pessoas que pegaram na estação de Torino, conseguimos colocar as malas juntas e de forma que, levantando do assento, pudéssemos vê-las.
Após o pior almoço da viagem (possivelmente da minha vida, pensando bem), consistindo de um sanduíche seco de pão, queijo e copa, tomamos um chá de assento. Tudo bem, a paisagem mais uma vez era MARAVILHOSA, pois dessa vez passamos por parte da Riviera Italiana, então passamos por encostas, vimos o Mar Mediterrâneo e o sol sobre ele, uma visão digna de pintura, e as pitorescas cidadezinhas litorâneas da Itália. Mas estávamos DENTRO do trem, que por sinal parou em mais de 10 estações no caminho, em cidades que eu nem lembro o nome, e a cada uma delas, pessoas subiam e desciam, como se fosse um ônibus metropolitano! Perdemos literalmente o dia todo com isso, e chegamos à estação Roma Termini já era passado das 20h. A pousada era supostamente a uma quadra dali, então resolvemos enfrentar o peso das malas pela última vez e ir à pé. Aconteceu uma situação bizarra então: ao chegarmos no suposto endereço, tocamos na campainha e nada de atenderem. No papel da reserva, dizia que era para dirigirmos num outro endereço, na outra quadra, na Via Palestro, mas as teimosas foram direto e não tinha ninguém pra nos receber, então tive que deixar a Mel com as malas praticamente no meio da rua e fui ao outro lugar. Ao chegar lá, era um bar, e a mulher era uma oriental que mal falava inglês, mas conseguimos nos entender e ela explicou que, como tínhamos reservado um quarto com banheiro, nosso quarto era a uma quadra do bar, e não onde tínhamos ido antes. Fomos buscar a Mel então e finalmente chegamos ao lugar certo, um condomínio de três blocos na Via Palestro, com apartamentos residenciais e conjuntos comerciais, tudo junto. Pra piorar, nosso quarto era no último andar e quase pensamos em desistir, mas tinha elevador. Essa pessoa fazia como a de Torino, ela comprou um apartamento no prédio e dividiu-o em vários quartos independentes uns dos outros, com banheiro e tudo. O nosso era o primeiro, e era bastante confortável apesar de sombrio, mas nosso psicológico já estava meio abalado e achamos tudo meio estranho, era um condomínio mas não tinha barulho de gente, não tinha telefone, nem um número para chamar algum responsável, mas era passado das 21h, então tínhamos que ficar por lá pela noite. Compramos uma pizza num restaurante da esquina e comemos no quarto, EXAUSTAS por causa do longo dia de viagem e com a cabeça cheia de minhocas sobre a reputação de falta de segurança nos hotéis e pousadas italianos...
Nosso último dia na Europa não era para ser nosso último dia na Europa! Hehe Nosso plano era passar dois dias em Roma, sexta e sábado, dias 15 e 16 de fevereiro, mas houve uma reviravolta aos 45 minutos do segundo tempo, como diriam os chegados em futebol! Como eu disse antes, estávamos exaustas física e mentalmente, com saudades de casa e principalmente de nossas camas e de não ter que carregar 30kg de malas por aí, então fizemos um acordo de tentar ligar para o aeroporto e antecipar nosso voo de volta, nem que fosse algumas horas. Ao sairmos de casa naquela manhã de sexta, tentamos executar o plano, mas sem sucesso, pois pegamos o número do aeroporto mas não conseguíamos ligar do celular da Mel. Então, decidimos ir adiante nos passeios e tentar novamente ao longo do dia. Roma é uma cidade grande, mas o tamanho está mais nos prédios do que nas distâncias. Fomos a pé até as Termas de Diocleciano, que ficava perto do nosso apê, e após pegarmos um mapa da cidade, resolvemos ver o que estava mais longe primeiro e ir chegando mais perto. Pegamos um táxi e fomos então para o Coliseu. A sensação que tive ao chegar lá foi parecida com a que tive ao vislumbrar a pirâmide do Louvre, um arrepio percorrendo minha espinha de cima abaixo. Aquilo lá é ENORME, impressiona só de olhar por fora, e quando a gente pensa no quanto de história que ele carrega, a emoção só aumenta. Enfrentamos uma fila considerável para entrar nele, que, do contrário que muitos pensam, não é uma arena, mas sim uma série de labirintos cercados por camarotes e galerias. É tudo tão grande que até os degraus que levavam do primeiro ao segundo andar tinham uns 50 cm de altura ou mais, e super íngremes, não tinha como subir ou descer as escadas sem se segurar no corrimão! Mas a vista lá de cima é algo espetacular, tu vês boa parte da cidade, principalmente o Foro Romano e o Paladino, coisas que, na época, eu só tinha ouvido falar, mas não tinha ideia da real importância. Depois de muitas fotos e de explorar ao máximo o Coliseu, passamos pelo Arco de Otávio, através da Via Sacra, e entramos no Foro Romano e Paladino. Aí, sim, o arrepio tomou conta. Sabe o que é tu olhar em volta e imaginar que, há poucos milhares de anos, aquilo ali era o centro da civilização ocidental, com construções, casas, prédios públicos, e agora tudo não passa de ruína? Entramos no que dava para entrar, passeamos pelos caminhos, tiramos fotos dos objetos de decoração e pinturas remanescentes, e de lá, à pé, começamos a peregrinação. Primeiro, o Circo Maximo, onde os romanos faziam corridas de bigas e desfiles; a seguir, La Bocca de la Verità, a igreja e o monumento cuja lenda diz que, se tu colocares a mão na Boca e fores mentiroso, ela engole tua mão!!! É claro que testamos, mas ainda temos as duas mãos... haha Fomos caminhando até o Capitólio, depois estivemos no Pantheon (que era um templo para todos os deuses romanos, mas com o catolicismo ele virou uma igreja, então tu vês, lado a lado, estátuas de deuses e de santos), na Piazza Navona (que estava em reforma, ugh!) e seguimos para o Castelo de Santo Ângelo, que fica do outro lado do rio Tigre e é a entrada para a Via Della Conzolazione, que leva à Piazza di San Pietro e, consequentemente, à Basílica. Não entramos no Castelo, mas tiramos fotos na ponte, da entrada... Seguimos andando pela Via, porque tínhamos a intenção de visitar a Basílica, e no caminho, tinha um centro de ajuda ao turista. Esse foi o primeiro sinal. Entramos e pedimos ajuda para ligar para o aeroporto. O rapaz nos ensinou e finalmente conseguimos! Bom, primeiro passo estava dado. Pedi para falar com a Varig e me deram o número, então liguei de novo e a atendente falava português – segundo sinal. Falei com ela sobre o nosso voo, se não daria para antecipar, e então ela me deu a singela notícia que o nosso voo do dia seguinte tinha sido cancelado!!! Ao ver meu pânico, ela se corrigiu, dizendo que o voo Varig não aconteceria, mas que voaríamos de Alitalia até Paris e pegaríamos um voo lá. Então resolvi perguntar se não havia um voo naquele dia mesmo, e ela não só respondeu que sim, mas também que ainda tinha lugar para nós duas e que, se quiséssemos, era só chegar no aeroporto e pedir para trocar a passagem. AQUILO FOI BOM DEMAIS PARA SER VERDADE, MAS ERA!!!! Foi realmente um sinal divino, estarmos quase diante da entrada do Vaticano e nossa sorte mudar dessa maneira! Bom, com ânimo renovado, decidimos então NÃO visitar a Basílica, pois apesar de ser de graça, a fila para a revista das bolsas era quilométrica, então corríamos o risco de não conseguir voltar à tempo pro apartamento e perder o voo. Saímos dali correndo e decidimos ir de táxi para as duas últimas paradas então: Fontana di Trevi, que estava lotada de turistas, mas ninguém jogando moedas, e Hard Rock Café, na Via Venetto, que é parada obrigatória em todas as cidades que vamos e que tem o restaurante. Um dos taxistas que pegamos era super legal e combinamos com ele de nos pegar no prédio e nos levar ao aeroporto, que era super longe do centro, por 45 Euro, mais barato que os caras queriam na Termini. Chegamos no quarto felizes porque íamos voltar pra casa e ficamos mais felizes ainda porque nossas coisas estavam ali ainda, intactas! Arrumamos tudo, tomamos banho e ficamos esperando o táxi, que chegou pontualmente na hora marcada. Nossa “viagem” até o aeroporto Fiumicino, ou Leonardo da Vinci, foi de uns 40 minutos, que passaram voando, e nossa espera no aeroporto também não foi cansativa, porque nosso voo era cedo, pelas 20h, e como ele é uma cidade, perambulamos por ele, fizemos compras... Quando aquele avião decolou, o peso nos ombros literalmente aliviou, porque estávamos finalmente voltando para casa.
Pode parecer que a experiência em Roma foi ruim, mas é claro que não foi; se tem alguma coisa que ela foi é curta demais, por isso que, um dia pretendo voltar lá. Não visitamos a famosa Piazza di Spagna, das escadarias; não entramos na Basílica de São Pedro pra ver a Capela Sistina... Enfim, ficou muita coisas para ver de uma próxima vez, o que é até bom, para que não seja chato. A única coisa ruim dos italianos é que eles não parecem europeus; na verdade, eu achei o povo bem parecido com o brasileiro, meio mal-educado, rude, e sem o menor respeito pelas leis de trânsito, até pior do que aqui. Em Torino já tinha notado isso, mas como a cidade é menor e tem menos turismo, não é tão acentuado. Mas Roma pulula de gente e os italianos não são os mais prestativos, perdendo até para os franceses, que, se abordados em francês, são bastante agradáveis. E com certeza nem se comparam aos educados, simpáticos e bem-humorados ingleses e escoceses...
A Europa é o velho mundo e deve ser respeitada como tal, pois ela carrega a história da nossa civilização ocidental e dá pra vê-la nas pedras, nas obras, na natureza dos lugares. Pretendo seriamente voltar aos lugares que visitei e conhecer outros, porém, NUNCA MAIS no inverno e com a mala enorme que levei, e se o fizer, ao menos NUNCA MAIS de trem. Trens são para curtas distâncias sem bagagem, ou longas distâncias quando se tem menos de 25 anos de idade... 14 dias pareceram meses e isso contribuiu para tirar um pouco o brilho do fim da viagem, mas a gente aprende com a experiência e vai se adaptando para as próximas.
Por falar em próxima, preparem-se: o relato de nossos 34 dias nos Estados Unidos vem a seguir!!!
Beijos e desculpem a falta de objetividade! xoxo











Itália Parte 1: Torino - 13 e 14/2/2008


Seguindo viagem... Saímos de Paris um pouco antes das 8h da manhã do dia 13, e graças a Deus tínhamos conseguido uma promoção maravilhosa e fomos de primeira classe para Turim, ou Torino, como os italianos chamam. Poltronas espaçosas, lugar para as malas na entrada do vagão, café-da-manhã no assento (colazione al posto, em italiano)... E a paisagem, gente!!! O trajeto é pelos Alpes franceses, então à medida que íamos subindo, a vista ia embranquecendo, embranquecendo, até chegarmos em estações cobertas de neve!!! Eu nunca tinha visto neve tão de perto, fiquei fascinada e tirei um milhão de fotos, quase desci numa estação só pra tocar nela! Haha Mas as paradas eram tão rápidas que não ia dar tempo, então me contentei em observar pelo vidro. Porém, à medida em que descíamos novamente, já em solo italiano, a neve foi derretendo e o sol foi esquentando, então chegamos numa ensolarada Torino por volta das 14h, sendo recepcionadas pelo Rapha, primo da Mel que estava estudando lá por um tempo.
Nossa primeira parada foi a pousada, para deixar nossos “elefantes”, apelido carinhoso que demos às nossas malas àquelas alturas do campeonato. Ao chegarmos lá, no “A Casa Romar”, descobrimos que não era uma bem uma pousada, mas sim um casal que alugava um quarto independente em seu apartamento, muito legal, tinha chave separada e tudo, então, após pagarmos e acertarmos tudo, eles nos perguntaram que horas queríamos nosso café no dia seguinte e disseram que a gente saísse e chegasse à hora que quisesse, estávamos em casa! E era uma graça, tudo arrumadinho, um quarto simples, com cama e sofá, chaleira elétrica com chá e café à vontade, banheiro limpinho... Mas não estávamos lá para ficarmos no quarto, então nós três – eu, Mel e Rapha – saímos para passearmos por Torino. Primeiro obstáculo: comprar o bilhete do “tram”, que é o bonde elétrico deles. Obstáculo porque, como era já umas 15h, os italianos estavam fazendo a sesta – sim, eles fazem a sesta!!!! - e sendo assim, o comércio estava fechado! Andamos pelas redondezas e nada de achar uma tabacaria aberta... Então o Rapha disse: vamos dar uma de brasileiro e andar de graça, se tiver fiscal a gente sai do tram!!! haha E foi o que fizemos, foi muito engraçado a gente entrar no tram e fingir que furou o bilhete, e aí ficar cuidando todo mundo à volta pra ver se não era fiscal, mas no fim deu tudo certo e descemos no centro de Torino, para começarmos nossa peregrinação.
O Rapha nos levou em quase todos os pontos turísticos da cidade, que é relativamente pequena. Após uma pequena parada para uma autêntica pizza italiana no dormitório do Rapha, fomos andar. Bem no centro da cidade, o Palazzo Madama, que foi construído na idade média, e o Pallazzo Reale, que é o palácio do governo; várias esculturas e estátuas pelas piazzas, com Vittorio Emanuele, a grande figura italiana revolucionária; muitos monumentos e igrejas, inclusive a que contém o Santo Sudário, próxima da antiga entrada da cidade (dá pra ver de fato as “portas” da cidade). Entramos nela e vimos onde está o manto, claro que não dá pra ver o original, mas a sensação é bem emocionante. Também fomos na Via Garibaldi, que é a avenida principal de Torino, onde tem várias lojas conhecidas, como GAP, H&M entre outras, e tomamos o melhor chocolate quente que eu já experimentei, um bicerin, que é uma mistura de café com chocolate e chantilly, mas não vai leite, então o negócio é preto e delicioso!!! Ainda tentamos entrar no museu egípcio, mas já era tarde demais, porque fechava às 17h30 eu acho, e também queríamos entrar no palácio de cinema, mas tinha algum evento lá e não pudemos... Depois de andar muito, descansamos um pouco no dormitório do Rapha e então, fomos jantar numa autêntica trattoria italiana chamada Caravela, onde comi uma pasta al ragu, DELICIOSA!!! Encerrramos as atividades do dia e pegamos o último tram pra casa (agora com passe direitinho hehe), para podermos descansar um pouco e prosseguir para nosso longo dia a seguir.
No dia seguinte, após um café-da-manhã delicioso servido pela dona da casa, arrumamos nossas malas e pegamos um táxi para o dormitório do Rapha, onde deixaríamos nossos elefantes até a hora de irmos para a estação, pois seguiríamos dali para Roma. Na escada do edifício, quebramos os pés das duas malas, então isso só reforçou minha tese sobre viagens de trem e muitas bagagens (vou falar sobre ela logo mais). Largamos as malas, encontramos o Rapha e saímos a caminhar novamente. Dessa vez, ele nos levou a outros lugares, como uma piazza onde tem um monumento que representa “a vitória do bem sobre o mal”, é lindo, com anjos e seres demoníacos... Dessa vez conseguimos entrar no museu real e ver a exposição das armaduras de guerra, e não pagamos nada porque, como era 14 de fevereiro, dia de São Valentim e também dos namorados, tinha uma promoção que estudantes e professores não pagavam! Haha Foi bem legal, muitas armas, réplicas de animais e objetos... Mas não tínhamos muito tempo, porque nosso trem saía às 13h, então tivemos que dizer adeus ao Rapha, que mesmo voltando ao Brasil em março ficou bem triste ao nos ver partir, e fomos para a estação Porta Nuova para seguir para nossa última etapa na Europa: Roma!
Impressões gerais da Itália ao fim da parte 2. ;)










Paris, França - 10 a 13/2/2008


Paris, la Ville-lumière!!! Cidade das luzes é pouco para descrever o que é essa cidade - embora a única manifestação de luzes que vimos foi de cima do avião quando estávamos indo embora da Europa, mas isso eu conto depois... O tempo que ficamos lá também foi pouco para percorrer suas ruas estreitas e carregadas de um ar medieval diferente daquele de Edimburgo, mas ainda assim cheio de história e acontecimentos encrustados em cada pedra e fachada de prédio.
Chegamos lá na noite de domingo, após praticamente um dia todo de trem – pegamos o primeiro às 10h da manhã em Edimburgo, tivemos que parar no meio do caminho e trocar de trem até Londres, onde chegamos por volta de 16h, e aí atravessamos a rua e fomos para a estação de St. Pancras, para pegar o Eurostar para Paris. A viagem foi super rápida, apenas duas horas entre as duas capitais, mas a pena é que boa parte do trajeto é debaixo do Eurotúnel, então não havia nada para ver senão as paredes... E quando chegamos em território francês, a noite já tinha caído sobre o continente europeu e a visibilidade não era nada boa. Chegamos no hotel, o Perfect Hostel, no 39 rue Rodier, em Montmartre – recomendo, super simples, mas limpo, confortável e com atendimento bastante simpático – e nem nos aventuramos pela cidade, de tão cansadas que estávamos. Nos viramos com a baguete que a Mel tinha comprado em Londres e caímos na cama.
Dia 1 em Paris foi bastante intenso. Teoricamente tínhamos apenas aquele dia lá, e no outro iríamos até a EuroDisney, então precisávamos aproveitar o máximo possível no menor tempo possível. Levantamos cedo, tomamos um café tipicamente francês (uma baguette com manteiga Président e geleia de laranja e café au lait) e saímos a caminhar. Nosso itinerário levou em consideração o seguinte fato: o que você não pode deixar de ver em Paris tendo pouco tempo para isso? Nossa conclusão: Museu do Louvre, Catedral de Notre-Dame, Torre Eifell e é claro, avenida Champs-Elysées! Haha De nosso hotel podíamos ir à pé até o Louvre, então o fizemos. No caminho, passamos na frente da Opéra Garnier e após uns 30 minutos de caminhada, chegamos no museu mais famoso do mundo. Juro que me arrepiei ao vislumbrar a pirâmide de vidro! O dia estava lindo e frio, então dá pra imaginar que não éramos as únicas pessoas a ter a brilhante ideia de visitar o museu... Ao entrarmos, percebemos que seria impossível ver tudo num dia só, pois ele tem nada mais, nada menos do que 4 andares (sendo que o museu inteiro é mais ou menos do tamanho de uma quadra...) de exposição... Bom, decidimos então visitar o indispensável: a ala do Egito, a dos Gregos, Romanos e Etruscos, as esculturas e é claro, os Pintores Italianos e Franceses. A Ala do Egito é fantástica, havia esculturas, réplicas, múmias... Na dos Gregos, Romanos e Etruscos, muitos objetos da época, estátuas e bustos de figuras importantes. Nas Esculturas, vimos a Venus de Milo sem os braços, a estátua de Hermes, Eros e Psiquê de Rodin... E nos Pintores Italianos e Franceses, ela, a estrela-mor do museu, a Mona Lisa, em cuja ala dezenas de pessoas se acotovelam para verificar o que qualquer foto na Internet pode dizer: ela é feia e minúscula!!! haha Sério, o quadro é pequeno, separado do público por um cordão de isolamento, e todo mundo NÃO respeita a ordem de não tirar fotos! Mas tudo bem, como só tem uma no mundo, e está ali, a gente aguenta... Pior é a que eu fiz, e isso eu não recomendo a ninguém – a menos que vocês queiram parecer turistas americanos (desculpas aos meus amigos americanos haha)... Ao sair da sala da Mona Lisa, abordei um dos fiscais de sala e perguntei a ele onde ficava o quadro da Última Ceia, de Michelangelo. Ele, muito gentilmente, me respondeu que ficava no museu de Milão, na Itália, e na hora, eu só sorri e afirmei, agradecendo, com vontade de me enfiar num buraco... Aí a Mel me perguntou onde ficava, e eu disse “em Milão”, aí ela falou “então vamos nessa ala”! Hahahahaha Quando eu expliquei a ela que era Milão na Itália, ela riu tanto da minha cara... Foi bem engraçado na hora e ainda bem que não tinha ninguém por perto pra rir da gente ainda mais! Bom, como eu já disse, o Louvre é uma cidade por si só, e não tínhamos tempo a “perder”, então o abandonamos depois da Mona Lisa e meu fiasco cultural e após uma rápida passada no hotel para trocarmos de roupa e sapato (porque tinha esquentado), fomos ao resto. Primeira parada, como era caminho pra Notre Dame, pegamos um taxi e descemos na Bastille. A Mel estava esperando um monumento, ou uma praça de verdade, e não o obelisco no meio de uma rotatória! Mas é um ícone histórico, então não podia deixar de ser visitado nem fotografado. De lá, fomos à pé até a Catedral de Notre Dame, a qual, descobrimos ao chegar lá, estava fechada ao público naquele dia... É minha sorte de viajante, incrível... Mas andamos pelos arredores, tiramos fotos das banquinhas de camelôs nas margens do Sena, comi um crepe MARAVILHOSO de champignon, tomate e queijo (feito por um tio de cabelo gosmento que pegava tudo, mas eu digo TUDO com as mãos e não lavava pra fazer a comida) sentada num banco da praça, admirando a catedral, e dali fomos então para a outra grande vedete da cidade: Torre Eifell. Pegamos um RER (que é um metrô de dois andares, muito show) e descemos na estação da torre. Ao chegarmos lá, três constatações: uma, a fila estava em cerca de 30 minutos somente para comprar os passes; duas, o acesso ao terceiro andar estava proibido por causa do vento; e terceira, estava MUITO frio para ficar paradas ali, esperando para subir em apenas dois andares da torre, então tomamos a difícil decisão de não visitar a Torre Eifell. Tiramos várias fotos dela e decidimos seguir em frente; neste caso, isso significava ir ao Arco do Triunfo e de lá, pegar a Avenida Champs Elysées. Andamos umas boas 6 quadras, mas chegamos ao Arco, e novamente, não quisemos entrar nele, então tiramos muitas fotos também (inclusive do meio da rua com o Arco ao fundo, muito legal e perigoso haha) e batemos perna, super chiques que somos, na Avenida mais chique do mundo! Haha Mas foi bem legal, porque não tem só Gucci, Louis Vuitton etc (embora elas estejam lá e tenha me dado muita vontade de entrar...), mas também muitas lojas de perfume, lancherias, lojas esportivas, a loja da Disney... Obviamente fizemos umas comprinhas, e quando já estava noite, fomos à pé até a Place de la Concorde (na outra ponta da Champs Elysées) e de lá, pegamos um táxi e voltamos ao hotel, passando pelo Faubourg Saint-Honoré e pela Place Vendome no caminho e ficando maravilhadas com o luxo e a beleza das vitrines. Largamos as compras e fomos atrás de algo para comer, então demos uma volta pela vizinhança e achamos um restaurante italiano (!) que estava abrindo, então decidimos perguntar se faziam comida para levar (à emporter, em francês :)) Quando explicamos o porque de querer levar e não comer lá (porque estávamos cansadas de tanto caminhar), o dono nos perguntou de onde éramos e quando dissemos Brasil, pronto... Até chamar o chef ele chamou! Ficamos alguns minutos de papo, queriam saber mais sobre nós, e até conheciam nossa cidade natal (por causa de um certo time local que tinha sido campeão mundial uns anos atrás...)! Porém, por mais que estivéssemos a fim de papear, e eu particularmente de praticar meu francês, estávamos com fome e cansadas, então conseguimos cortar o papo e demos uma volta na área enquanto eles preparavam nosso rango. Ao voltar pro hotel, devoramos nossos macarrões enquanto fizemos planos para o próximo dia, e caímos na cama.
Dia 2 em Paris não era para ser em Paris, porque, conforme eu disse acima, tínhamos planos de irmos até a Eurodisney, que fica em Marne-la-Vallée, uma cidadezinha a 32km do centro de Paris. Porém, na véspera, quando fomos na lojinha da Disney, nos informamos sobre quanto era, como chegar etc., e achamos melhor não ir, porque além de não ser nada comparada à Disney verdadeira, na Flórida, seria um gasto de cerca de 60 Euro pra cada uma, e ainda tínhamos quase uma semana na Europa, então desistimos da ideia e resolvemos dormir um pouco mais e curtir a cidade descansadamente. Pela manhã resolvemos dar umas voltas nas lojas grandes que tinha perto do nosso hotel, como a Printemps (como a Harrods de Londres, carésima), a Citadium (de artigos esportivos, muito legal) e as Galleries Laffayette, essa sim é como a Macy's, ou seja, tem de tudo, desde o mais barato até o mais caro. Eu não comprei nada, mas me diverti lá dentro! Conseguimos chegar ao Hard Rock Café hoje (era perto do hotel...) e almoçamos a mesma comida que tínhamos comido em Londres, só pra ver se era igual, e era! Haha À tarde voltamos à Champs Elysées pra ir na Disney de novo (comprar os souvenirs que teríamos comprado no parque) e dar mais uma olhada nas lojas, e então voltamos para o hotel cedo, porque dia seguinte íamos para Turim. Jantamos uma pizza, arrumamos as malas e ficamos descansando, pois no dia seguinte pegaríamos a estrada novamente.
É claro que será preciso visitar Paris de novo, dessa vez com mais calma, para conhecer todos (ou a maioria) dos pontos turísticos famosos dessa cidade enorme. Não fomos no Palácio de Versailles, nos Jardins des Tuilleries, Musée d'Orsay, o Moulin Rouge (que só passamos na frente e é tão pequenininho!!!)... Não exploramos a cidade à pé ou de ônibus, como costumamos fazer, porque o tempo era curto, então isso nos deixa na obrigação de voltar! Haha Mas pelo menos tivemos um gostinho da cultura francesa: sim, é verdade que eles te tratam super bem se tu falas francês com eles (ou ao menos tenta dizer que não sabe falar, em francês); os croissants são os melhores do mundo, cheios de manteiga e ainda assim, levíssimos, crocantes, saborosos; a baguette e a manteiga francesas são excelentes, não tem melhor nesse mundo MESMO; a cidade é suja e meio fedorenta (tipo cheiro de centro da cidade, sabe, um misto de xixi com poluição e sei-lá-mais-o-quê), mas é linda, a arquitetura é bastante variada, pois ela passou por tantas renovações e ampliações, mas é predominantemente medieval e moderna; os cachorros entram em todos os lugares, seja restaurante ou loja, as pessoas simplesmente não os deixam na rua, eles acompanham os donos a toda parte... Enfim, valeu cada segundo e deixou um gostinho de quero-mais! ;)
Próxima parada: Itália! xoxo