Seguindo viagem...
Saímos de Paris um pouco antes das 8h da manhã do dia 13, e graças
a Deus tínhamos conseguido uma promoção maravilhosa e fomos de
primeira classe para Turim, ou Torino, como os italianos chamam.
Poltronas espaçosas, lugar para as malas na entrada do vagão,
café-da-manhã no assento (colazione al posto, em italiano)... E a
paisagem, gente!!! O trajeto é pelos Alpes franceses, então à
medida que íamos subindo, a vista ia embranquecendo, embranquecendo,
até chegarmos em estações cobertas de neve!!! Eu nunca tinha visto
neve tão de perto, fiquei fascinada e tirei um milhão de fotos,
quase desci numa estação só pra tocar nela! Haha Mas as paradas
eram tão rápidas que não ia dar tempo, então me contentei em
observar pelo vidro. Porém, à medida em que descíamos novamente,
já em solo italiano, a neve foi derretendo e o sol foi esquentando,
então chegamos numa ensolarada Torino por volta das 14h, sendo
recepcionadas pelo Rapha, primo da Mel que estava estudando lá por
um tempo.
Nossa primeira parada
foi a pousada, para deixar nossos “elefantes”, apelido carinhoso
que demos às nossas malas àquelas alturas do campeonato. Ao
chegarmos lá, no “A Casa Romar”, descobrimos que não era uma
bem uma pousada, mas sim um casal que alugava um quarto independente
em seu apartamento, muito legal, tinha chave separada e tudo, então,
após pagarmos e acertarmos tudo, eles nos perguntaram que horas
queríamos nosso café no dia seguinte e disseram que a gente saísse
e chegasse à hora que quisesse, estávamos em casa! E era uma graça,
tudo arrumadinho, um quarto simples, com cama e sofá, chaleira
elétrica com chá e café à vontade, banheiro limpinho... Mas não
estávamos lá para ficarmos no quarto, então nós três – eu, Mel
e Rapha – saímos para passearmos por Torino. Primeiro obstáculo:
comprar o bilhete do “tram”, que é o bonde elétrico deles.
Obstáculo porque, como era já umas 15h, os italianos estavam
fazendo a sesta – sim, eles fazem a sesta!!!! - e sendo assim, o
comércio estava fechado! Andamos pelas redondezas e nada de achar
uma tabacaria aberta... Então o Rapha disse: vamos dar uma de
brasileiro e andar de graça, se tiver fiscal a gente sai do tram!!!
haha E foi o que fizemos, foi muito engraçado a gente entrar no tram
e fingir que furou o bilhete, e aí ficar cuidando todo mundo à
volta pra ver se não era fiscal, mas no fim deu tudo certo e
descemos no centro de Torino, para começarmos nossa peregrinação.
O Rapha nos levou em
quase todos os pontos turísticos da cidade, que é relativamente
pequena. Após uma pequena parada para uma autêntica pizza italiana
no dormitório do Rapha, fomos andar. Bem no centro da cidade, o
Palazzo Madama, que foi construído na idade média, e o Pallazzo
Reale, que é o palácio do governo; várias esculturas e estátuas
pelas piazzas, com Vittorio Emanuele, a grande figura italiana
revolucionária; muitos monumentos e igrejas, inclusive a que contém
o Santo Sudário, próxima da antiga entrada da cidade (dá pra ver
de fato as “portas” da cidade). Entramos nela e vimos onde está
o manto, claro que não dá pra ver o original, mas a sensação é
bem emocionante. Também fomos na Via Garibaldi, que é a avenida
principal de Torino, onde tem várias lojas conhecidas, como GAP, H&M
entre outras, e tomamos o melhor chocolate quente que eu já
experimentei, um bicerin, que é uma mistura de café com
chocolate e chantilly, mas não vai leite, então o negócio é preto
e delicioso!!! Ainda tentamos entrar no museu egípcio, mas já era
tarde demais, porque fechava às 17h30 eu acho, e também queríamos
entrar no palácio de cinema, mas tinha algum evento lá e não
pudemos... Depois de andar muito, descansamos um pouco no dormitório
do Rapha e então, fomos jantar numa autêntica trattoria italiana
chamada Caravela, onde comi uma pasta al ragu, DELICIOSA!!!
Encerrramos as atividades do dia e pegamos o último tram pra casa
(agora com passe direitinho hehe), para podermos descansar um pouco
e prosseguir para nosso longo dia a seguir.
No dia seguinte, após
um café-da-manhã delicioso servido pela dona da casa, arrumamos
nossas malas e pegamos um táxi para o dormitório do Rapha, onde
deixaríamos nossos elefantes até a hora de irmos para a estação,
pois seguiríamos dali para Roma. Na escada do edifício, quebramos
os pés das duas malas, então isso só reforçou minha tese sobre
viagens de trem e muitas bagagens (vou falar sobre ela logo mais).
Largamos as malas, encontramos o Rapha e saímos a caminhar
novamente. Dessa vez, ele nos levou a outros lugares, como uma piazza
onde tem um monumento que representa “a vitória do bem sobre o
mal”, é lindo, com anjos e seres demoníacos... Dessa vez
conseguimos entrar no museu real e ver a exposição das armaduras de
guerra, e não pagamos nada porque, como era 14 de fevereiro, dia de
São Valentim e também dos namorados, tinha uma promoção que
estudantes e professores não pagavam! Haha Foi bem legal, muitas
armas, réplicas de animais e objetos... Mas não tínhamos muito
tempo, porque nosso trem saía às 13h, então tivemos que dizer
adeus ao Rapha, que mesmo voltando ao Brasil em março ficou bem
triste ao nos ver partir, e fomos para a estação Porta Nuova para
seguir para nossa última etapa na Europa: Roma!
Impressões gerais da
Itália ao fim da parte 2. ;)






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