Sunday, August 5, 2012

Paris, França - 10 a 13/2/2008


Paris, la Ville-lumière!!! Cidade das luzes é pouco para descrever o que é essa cidade - embora a única manifestação de luzes que vimos foi de cima do avião quando estávamos indo embora da Europa, mas isso eu conto depois... O tempo que ficamos lá também foi pouco para percorrer suas ruas estreitas e carregadas de um ar medieval diferente daquele de Edimburgo, mas ainda assim cheio de história e acontecimentos encrustados em cada pedra e fachada de prédio.
Chegamos lá na noite de domingo, após praticamente um dia todo de trem – pegamos o primeiro às 10h da manhã em Edimburgo, tivemos que parar no meio do caminho e trocar de trem até Londres, onde chegamos por volta de 16h, e aí atravessamos a rua e fomos para a estação de St. Pancras, para pegar o Eurostar para Paris. A viagem foi super rápida, apenas duas horas entre as duas capitais, mas a pena é que boa parte do trajeto é debaixo do Eurotúnel, então não havia nada para ver senão as paredes... E quando chegamos em território francês, a noite já tinha caído sobre o continente europeu e a visibilidade não era nada boa. Chegamos no hotel, o Perfect Hostel, no 39 rue Rodier, em Montmartre – recomendo, super simples, mas limpo, confortável e com atendimento bastante simpático – e nem nos aventuramos pela cidade, de tão cansadas que estávamos. Nos viramos com a baguete que a Mel tinha comprado em Londres e caímos na cama.
Dia 1 em Paris foi bastante intenso. Teoricamente tínhamos apenas aquele dia lá, e no outro iríamos até a EuroDisney, então precisávamos aproveitar o máximo possível no menor tempo possível. Levantamos cedo, tomamos um café tipicamente francês (uma baguette com manteiga Président e geleia de laranja e café au lait) e saímos a caminhar. Nosso itinerário levou em consideração o seguinte fato: o que você não pode deixar de ver em Paris tendo pouco tempo para isso? Nossa conclusão: Museu do Louvre, Catedral de Notre-Dame, Torre Eifell e é claro, avenida Champs-Elysées! Haha De nosso hotel podíamos ir à pé até o Louvre, então o fizemos. No caminho, passamos na frente da Opéra Garnier e após uns 30 minutos de caminhada, chegamos no museu mais famoso do mundo. Juro que me arrepiei ao vislumbrar a pirâmide de vidro! O dia estava lindo e frio, então dá pra imaginar que não éramos as únicas pessoas a ter a brilhante ideia de visitar o museu... Ao entrarmos, percebemos que seria impossível ver tudo num dia só, pois ele tem nada mais, nada menos do que 4 andares (sendo que o museu inteiro é mais ou menos do tamanho de uma quadra...) de exposição... Bom, decidimos então visitar o indispensável: a ala do Egito, a dos Gregos, Romanos e Etruscos, as esculturas e é claro, os Pintores Italianos e Franceses. A Ala do Egito é fantástica, havia esculturas, réplicas, múmias... Na dos Gregos, Romanos e Etruscos, muitos objetos da época, estátuas e bustos de figuras importantes. Nas Esculturas, vimos a Venus de Milo sem os braços, a estátua de Hermes, Eros e Psiquê de Rodin... E nos Pintores Italianos e Franceses, ela, a estrela-mor do museu, a Mona Lisa, em cuja ala dezenas de pessoas se acotovelam para verificar o que qualquer foto na Internet pode dizer: ela é feia e minúscula!!! haha Sério, o quadro é pequeno, separado do público por um cordão de isolamento, e todo mundo NÃO respeita a ordem de não tirar fotos! Mas tudo bem, como só tem uma no mundo, e está ali, a gente aguenta... Pior é a que eu fiz, e isso eu não recomendo a ninguém – a menos que vocês queiram parecer turistas americanos (desculpas aos meus amigos americanos haha)... Ao sair da sala da Mona Lisa, abordei um dos fiscais de sala e perguntei a ele onde ficava o quadro da Última Ceia, de Michelangelo. Ele, muito gentilmente, me respondeu que ficava no museu de Milão, na Itália, e na hora, eu só sorri e afirmei, agradecendo, com vontade de me enfiar num buraco... Aí a Mel me perguntou onde ficava, e eu disse “em Milão”, aí ela falou “então vamos nessa ala”! Hahahahaha Quando eu expliquei a ela que era Milão na Itália, ela riu tanto da minha cara... Foi bem engraçado na hora e ainda bem que não tinha ninguém por perto pra rir da gente ainda mais! Bom, como eu já disse, o Louvre é uma cidade por si só, e não tínhamos tempo a “perder”, então o abandonamos depois da Mona Lisa e meu fiasco cultural e após uma rápida passada no hotel para trocarmos de roupa e sapato (porque tinha esquentado), fomos ao resto. Primeira parada, como era caminho pra Notre Dame, pegamos um taxi e descemos na Bastille. A Mel estava esperando um monumento, ou uma praça de verdade, e não o obelisco no meio de uma rotatória! Mas é um ícone histórico, então não podia deixar de ser visitado nem fotografado. De lá, fomos à pé até a Catedral de Notre Dame, a qual, descobrimos ao chegar lá, estava fechada ao público naquele dia... É minha sorte de viajante, incrível... Mas andamos pelos arredores, tiramos fotos das banquinhas de camelôs nas margens do Sena, comi um crepe MARAVILHOSO de champignon, tomate e queijo (feito por um tio de cabelo gosmento que pegava tudo, mas eu digo TUDO com as mãos e não lavava pra fazer a comida) sentada num banco da praça, admirando a catedral, e dali fomos então para a outra grande vedete da cidade: Torre Eifell. Pegamos um RER (que é um metrô de dois andares, muito show) e descemos na estação da torre. Ao chegarmos lá, três constatações: uma, a fila estava em cerca de 30 minutos somente para comprar os passes; duas, o acesso ao terceiro andar estava proibido por causa do vento; e terceira, estava MUITO frio para ficar paradas ali, esperando para subir em apenas dois andares da torre, então tomamos a difícil decisão de não visitar a Torre Eifell. Tiramos várias fotos dela e decidimos seguir em frente; neste caso, isso significava ir ao Arco do Triunfo e de lá, pegar a Avenida Champs Elysées. Andamos umas boas 6 quadras, mas chegamos ao Arco, e novamente, não quisemos entrar nele, então tiramos muitas fotos também (inclusive do meio da rua com o Arco ao fundo, muito legal e perigoso haha) e batemos perna, super chiques que somos, na Avenida mais chique do mundo! Haha Mas foi bem legal, porque não tem só Gucci, Louis Vuitton etc (embora elas estejam lá e tenha me dado muita vontade de entrar...), mas também muitas lojas de perfume, lancherias, lojas esportivas, a loja da Disney... Obviamente fizemos umas comprinhas, e quando já estava noite, fomos à pé até a Place de la Concorde (na outra ponta da Champs Elysées) e de lá, pegamos um táxi e voltamos ao hotel, passando pelo Faubourg Saint-Honoré e pela Place Vendome no caminho e ficando maravilhadas com o luxo e a beleza das vitrines. Largamos as compras e fomos atrás de algo para comer, então demos uma volta pela vizinhança e achamos um restaurante italiano (!) que estava abrindo, então decidimos perguntar se faziam comida para levar (à emporter, em francês :)) Quando explicamos o porque de querer levar e não comer lá (porque estávamos cansadas de tanto caminhar), o dono nos perguntou de onde éramos e quando dissemos Brasil, pronto... Até chamar o chef ele chamou! Ficamos alguns minutos de papo, queriam saber mais sobre nós, e até conheciam nossa cidade natal (por causa de um certo time local que tinha sido campeão mundial uns anos atrás...)! Porém, por mais que estivéssemos a fim de papear, e eu particularmente de praticar meu francês, estávamos com fome e cansadas, então conseguimos cortar o papo e demos uma volta na área enquanto eles preparavam nosso rango. Ao voltar pro hotel, devoramos nossos macarrões enquanto fizemos planos para o próximo dia, e caímos na cama.
Dia 2 em Paris não era para ser em Paris, porque, conforme eu disse acima, tínhamos planos de irmos até a Eurodisney, que fica em Marne-la-Vallée, uma cidadezinha a 32km do centro de Paris. Porém, na véspera, quando fomos na lojinha da Disney, nos informamos sobre quanto era, como chegar etc., e achamos melhor não ir, porque além de não ser nada comparada à Disney verdadeira, na Flórida, seria um gasto de cerca de 60 Euro pra cada uma, e ainda tínhamos quase uma semana na Europa, então desistimos da ideia e resolvemos dormir um pouco mais e curtir a cidade descansadamente. Pela manhã resolvemos dar umas voltas nas lojas grandes que tinha perto do nosso hotel, como a Printemps (como a Harrods de Londres, carésima), a Citadium (de artigos esportivos, muito legal) e as Galleries Laffayette, essa sim é como a Macy's, ou seja, tem de tudo, desde o mais barato até o mais caro. Eu não comprei nada, mas me diverti lá dentro! Conseguimos chegar ao Hard Rock Café hoje (era perto do hotel...) e almoçamos a mesma comida que tínhamos comido em Londres, só pra ver se era igual, e era! Haha À tarde voltamos à Champs Elysées pra ir na Disney de novo (comprar os souvenirs que teríamos comprado no parque) e dar mais uma olhada nas lojas, e então voltamos para o hotel cedo, porque dia seguinte íamos para Turim. Jantamos uma pizza, arrumamos as malas e ficamos descansando, pois no dia seguinte pegaríamos a estrada novamente.
É claro que será preciso visitar Paris de novo, dessa vez com mais calma, para conhecer todos (ou a maioria) dos pontos turísticos famosos dessa cidade enorme. Não fomos no Palácio de Versailles, nos Jardins des Tuilleries, Musée d'Orsay, o Moulin Rouge (que só passamos na frente e é tão pequenininho!!!)... Não exploramos a cidade à pé ou de ônibus, como costumamos fazer, porque o tempo era curto, então isso nos deixa na obrigação de voltar! Haha Mas pelo menos tivemos um gostinho da cultura francesa: sim, é verdade que eles te tratam super bem se tu falas francês com eles (ou ao menos tenta dizer que não sabe falar, em francês); os croissants são os melhores do mundo, cheios de manteiga e ainda assim, levíssimos, crocantes, saborosos; a baguette e a manteiga francesas são excelentes, não tem melhor nesse mundo MESMO; a cidade é suja e meio fedorenta (tipo cheiro de centro da cidade, sabe, um misto de xixi com poluição e sei-lá-mais-o-quê), mas é linda, a arquitetura é bastante variada, pois ela passou por tantas renovações e ampliações, mas é predominantemente medieval e moderna; os cachorros entram em todos os lugares, seja restaurante ou loja, as pessoas simplesmente não os deixam na rua, eles acompanham os donos a toda parte... Enfim, valeu cada segundo e deixou um gostinho de quero-mais! ;)
Próxima parada: Itália! xoxo








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